Revista eletrônica de literatura e cultura

do Grupo Literário A ILHA.

JUNHO/2009

 

PRA FALAR DE AMOR...

Luiz Carlos Amorim (escritor e editor - lc.amorim@ig.com.br )

Não quero falar do inverno, de solidão, de saudade. Quero falar de aconchego, de carinho, de ternura. Quero falar de seu sorriso, dos seus olhos castanhos, da sua companhia. Pois eu gosto de acordar com o seu beijo, de dizer-lhe "eu te amo", assim, de maneira simples, descomplicada e sincera.
Gosto das coisas simples: de um sorriso de criança, de um rio de águas claras, de flores, campos e praças. E gosto do meu amor. Gosto da sua companhia, na noite quente ou fria, na tarde de chuva ou de sol. Também gosto de poesia, seja com rima ou sem ela. Mas gosto mesmo é dela, meu poema mais bonito...
Gosto de natureza, simplicidade, pureza, da flor do jacatirão, de terra, mar e de sol.
E gosto mesmo é dela. De segurar sua mão, de sussurrar no seu ouvido, de misturar nossos eus. Gosto do sol na pele, mas gosto mais da luz dos seus olhos castanhos a aquecer minha alma.
Gosto de sonhar, viajar, a bordo do seu sorriso. Ele me embala, me enleva; me leva de encontro ao seu coração. Se embarco numa saudade, numa lágrima, numa dor, que falta eu sinto dela: me perco pelo caminho, à procura da passagem, que é a janela do sorriso, o sorriso da chegada.
Aqueles olhos castanhos, brilhantes pedaços de sol, entraram pelos meus e nunca mais saíram... Aqueles olhos castanhos - meigos, brejeiros, malandros, sinceros - são as luzinhas acesas na janela do seu rosto, convite irresistível que me atrai para o aconchego carinhoso do seu/nosso coração. E eu me sinto em casa, com todo amor que há lá dentro. Só saio pra ver de novo aquelas luzes castanhas convidando-me a entrar.
O meu poema é ela, inspiração, emoção, a rima do corpo-a-corpo, pele-a-pele, boca-a-boca, o ritmo em sincronia de corações como um só... A métrica da ternura.
E eu me refaço em nós. Sou eu, completo, por inteiro, sou nós, sou ser. Éla é parte de mim, indivisível, é coração que pulsa no meu peito, é luz a brilhar no meu olhar, é música a tocar nossa canção, é ternura de mãos entrelaçadas, é carinho ao tocar de peles.

 

 

SAIU O SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA DE JUNHO

Já está circulando a edição impressa da revista Suplemento Literário A ILHA de junho, e já esta no ar neste portal a edição on-line, com o mesmo conteúdo. Nesta edição especial de aniversário da sua revista, o Grupo Literário A ILHA comemora 29 (vinte e oito) anos de atividades dedicadas à literatura. Assuntos como "Grupo A ILHA completa 29 anos de atividades", "O Estado e o Escândalo dos 130.000 livros", "SC - Estado convidado na Feira do Livro de Porto Alegre", "A Feira Catarinense do Livro em Florianópolis", "O Menino de Porto Alegre", muita poesia e informação literária e cultural. Essa é a edição de número 109 da revista. Se você não conhece ainda, vá até a nossa página "Suplemento Literário A ILHA" .

 

 

MÊS DOS NAMORADOS

 

O Grupo Literário homenageia a todos os namorados e enamorados com esta edição especial da seção Literarte com poemas românticos, além do Projeto Poesia no Shopping, também composto por estes mesmos poemas e da Sanfona Poética "Canções de Amor" e do Projeto POESIA NA RUA, com trecho de poema de Luiz C. Amorim, estampada em out-doors pelas principais cidades do estado.

 

MEU POEMA


Luiz Carlos Amorim


Como vou fazer poema
se o seu sorriso tão meigo
é o verso mais bonito
que jamais vou escrever?

O meu poema é você,
a inspiração/emoção,
a rima do corpo-a-corpo,
pele-a-pele, boca-a-boca,
o ritmo em sincronia
de corações como um só,
a métrica da ternura.

Minha poesia é você.
Pra que então escrevê-la?
Fiz-me poeta em você,
poeta em seu amor...
Vem comigo, minha musa,
vem morar neste poema...

 


NOVA EDIÇÃO DE LIVRO DE NATAL

O LIVRO DE NATAL, de Luiz Carlos Amorim, reunião de contos, crônicas e poemas sobre a data maior da Cristandade, tem nova edição, que está à venda no Clube de Leitores, em www.clubedeleitores.com.br . Garanta já o seu exemplar. Breve, outros títulos do autor no site Clube de Leitores, que publicam e vendem sob demanda. Nesta edição, matéria sobre os editores.

 

 

DIVERSAS MANEIRAS


Silvinha


Quero meu verso sem fronteiras,
sem rimas nem muros...
Em cantos, em risos,
em mares... em céus...
Quero meu verso sem limites
de linhas e folhas...
Em olhares, em vozes,
em ventos... em ti...

E seu eu te olhar,
que meus olhos tragam
os brilhos guardados
de tantos poemas,
as frases perdidas
de tantas esperas...
Que meus olhos
te falem de amor...

 

 

QUER PUBLICAR SEU LIVRO?


Escritores estreantes têm enorme dificuldade para emplacar numa editora. Lançar um livro é um processo penoso, que costuma requerer mais contatos com o círculo editorial que méritos da obra em si. Tanto que, mesmo com o crescimento de 6,4% do mercado de livros brasileiro no ano passado, o número de lançamentos caiu 10%, segundo a Câmara Brasileira do Livro. Mirando nos escritores à margem do mercado, o site Clube De Autores (clubedeautores.com.br) estreia com uma proposta inédita na América Latina, mas que existe há pelo menos dois anos nos Estados Unidos, em sites como lulu.com e blurb.com, e na Europa, como o bubok.com. A publicação é sob demanda, sem limite mínimo. Se um único leitor comprar, uma única edição será impressa. Tudo pode ser publicado, de teses acadêmicas a romances, de troca de correspondências a manifestos. O autor se cadastra no site e inscreve sua obra, que precisa estar em formato A5 e arquivo PDF. Para quem não entendeu patavina, um miniguia no site ajuda na padronização. O autor pode fazer a capa com as combinações de cores e imagens disponíveis ou usar uma capa própria. Assim que coloca o arquivo na internet, o site calcula o número de páginas e o custo total de impressão e distribuição, por um preço bem menor que de publicações convencionais. Por fim, o autor estipula quanto quer receber de direitos autorais por livro vendido, também sem limite de valor. A obra está publicada - e, óbvio, não pode ser lida na internet. Quem comprar recebe o livro impresso em casa. Conforme os livros são vendidos, o autor acumula direitos autorais, depositados em sua conta, e o site lucra com as vendas. (Excerto de matéria da revista Época, de 29.05.09)

 

 

TRADUÇÃO


Luiz Carlos Amorim


Pra que traduzir em palavras
o que o coração bate forte
e os olhos dizem tão bem?
Não é preciso palavras
quando estamos nós dois,
quando estamos nós, a sós,
nós, como um só, mais ninguém.
Emoções não são palavras,
sentimentos, muito menos.
Os olhos, sim, dizem tudo,
têm a linguagem perfeita.
E quando a emoção, o amor,
comandam o coração,
aflorando aos nossos olhos,
não é preciso mais nada.
É deixar o coração
comandar nossos sentidos,
deixar falar nossa pele,
nossos olhos, nossos corpos.
Há discurso mais bonito?

 

 

BUSCA

Else Sant'Anna Brum

Naquele raio de sol

eu te busquei.

Naquele doce luar

te procurei.

Fui às estrelas

todas da amplidão,

não te encontrei.

Perguntei a mim mesma:

- Onde estará meu bem?

E meu amor

te encontrou então:

Tu estás

Dentro do meu coração!

 

 

A JANELA


Luiz Carlos Amorim


Teus olhos, mulher, são assim:
meigos, brejeiros, castanhos,
malandros, sinceros, brilhantes,
essas luzinhas acesas
na janela do teu rosto.
E essa luz na janela
na janela do teu rosto,
convite irresistível,
me atrai para dentro,
no aconchego carinhoso
do teu/nosso coração.
E eu me sinto em casa,
com todo amor que há lá dentro.
Só saio pra ver de novo,
na janela do teu rosto,
aquelas luzes castanhas
convidando-me a entrar.

 

 

MUSA INSPIRADORA

Wilson Gelbcke

Palavras soltas ao vento
buscam se encontrar...
Em prosa e verso,
toque de encantamento,
palavras se unem, se completam,
para amor declarar!
Nenhuma magia ou dosagem,
Poção milagrosa sequer...
Em prosa e verso,
toque de emoção e coragem,
palavras se unem, se completam,
o milagre é mulher!
Musa que sussurra
vocábulos de inspiração...
Em prosa e verso,
toque de amor e ternura,
palavras se unem, se completam,
fala o coração!

 

 

VOCÊ
Luiz Carlos Amorim


Você, ah, você,
que invade meu coração,
infiltra-se no meu sangue
e aguça os meus sentidos...
Vem, me afaga, me afoga,
nessa fuga desenfreada
do mundo fora de nós.
Vem e pisemos juntos
este caminho só nosso
para o país do amor.

 

LIVROS E EQUÍVOCOS

Por Luiz Carlos Amorim


Tenho recebido e-mails e telefonemas de pessoas que têm lido o blog CRÔNICA DO DIA (Http://luizcarlosamorim.blogspot.com )e estou feliz com a repercussão. Feliz e surpreso, pois não imaginava haver tanta gente ligada neste sítio. Vou transcrever o que uma amiga me enviou, pois ela revela outros gastos com livros que talvez não fossem os mais indicados para se comprar. Então, antes da compra milionária dos livros que foram recolhidos, já havia sido feito outras compras.
Essa Secretaria de Estado da Cultura parece ser especialista em comprar quantidades imensas de um mesmo livro – consequentemente de uma mesma editora. Por que será?
“Pois é, tanto São Paulo como SC, cometeram equívocos irreparáveis”, diz a minha amiga, “porque não lêem as obras antes de adquiri-las. Primeiro, se não lêem, não são leitores. Como teremos um Estado de leitores com dirigentes deste naipe? Só leitores fazem outros leitores. Gente que não lê não pode gerir a Educação.
Outra: Por que, tendo aqui no Estado cinco doutoras renomadas, altamente qualificadas, com notório saber, reconhecidas nacionalmente, estas não são chamadas para orientar os Projetos de Leitura da SE? Por que a Secretaria de Estado da Cultura não as chama, não as consulta? O Livros do Planeta Leitura, outro equívoco, são ruins, em sua maioria. (Minha amiga se refere ao projeto Planeta Leitura – Ziraldo e seus Amigos”, lançado há alglum tempo pela Secretaria, que consistia na compra de uma coleção Ziraldo e seus Amigos, da Editora Melhoramentos, para alunos do primeiro grau da escola pública.)
Não entendo porque as pessoas qualificadas não são chamadas. Eliane Debus, Tânia Piacentini, Dirce Waltrick, Danúsia da Silva, Sueli Cagneti, estas especialistas deviam dar a consultoria para assuntos referentes à escolha de obras literárias. Elas tem que ser chamadas , caramba!!!!!
A Profa. Tânia Piacentini, inclusive, é votante da FNLIJ, a Instituição mais importante do país, no que diz respeito à indicação de obras apropriadas para crianças e jovens.
Gastaram uma fortuna com livros que serão escanteados sabe se lá para onde, e, no entanto, essa gente não tem o tino de pagar por uma consultoria digna e segura, que evitaria um escândalo como este.”
Entendo perfeitamente a indignação, que não é só nossa. Enquanto isso, para dar aumento para os professores, o governador diz que não deu ainda "porque é responsável com as finanças do Estado". Chega a ser engraçado.

 

CORES

Maria de Fátima B.Michels

Outonais...
são deste meu sentir as cores
Prismas inúteis em tempos sem arte
sou tela vazia, emudeço,
destarte.
Beleza há !
Tanta!
Mas não sei pintar desejos inconfessos
de Van Gogh
Sinto paixões do laranja ao ocre
fugidio
trigais repletos
Em mim
há consciência em tons de outono
em terciária
cor
Em ti
vermelho, azul e amarelo
brincam em distraída primavera
no tom do amor.

 

 

Governo lança edital para aquisição de livros

04/06/2009 – A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) abre na segunda-feira, dia 8 de junho, o período de inscrições para o Edital de Aquisição de Livros – COCALI. Promovido pelo Governo do Estado, o edital vai selecionar e adquirir obras de autores catarinenses ou residentes há mais de dez anos em Santa Catarina. Serão selecionadas até dez obras, que terão 300 exemplares de suas tiragens compradas e distribuídas para bibliotecas públicas municipais. As inscrições são gratuitas, e estarão abertas entre 08 e 26 de junho. “A aquisição e a distribuição de livros são de grande importância para a difusão da literatura catarinense. Com esse edital, o Estado atua como um mediador entre nossos autores e a população, que muitas vezes tem pouco ou nenhum acesso aos bens literários”, afirma a presidente da FCC, Anita Pires. Os autores poderão inscrever mais de uma obra, mas somente serão aceitas inscrições de livros publicados entre 2004 e 2009. Também é necessária a apresentação de documento assinado pela editora autorizando o desconto de 50% no preço de capa para aquisição pela FCC, caso a obra seja selecionada no edital. As obras inscritas serão avaliadas e selecionadas pela Comissão Catarinense do Livro (COCALI), composta nove membros, representantes da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Fundação Catarinense de Cultura, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Academia Catarinense de Letras, Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, União Brasileira de Escritores / Santa Catarina, Câmara Catarinense do Livro, além de um renomado escritor. Os exemplares encaminhados para análise não serão devolvidos e, após a divulgação do parecer final da COCALI, passarão a integrar o acervo da Biblioteca Pública de Santa Catarina. A seleção deverá ser concluída no prazo máximo de trinta dias, a contar da data de término das inscrições. Os títulos das obras selecionadas e os nomes de seus autores serão divulgados no site da Fundação Catarinense de Cultura (http://www.fcc.sc.gov.br/), onde também está disponibilizado o edital completo.

 

TEU SORRISO


Luiz Carlos Amorim


Teu sorriso é minha casa,
minha luz, porto seguro,
o meu horizonte, infinito.
Teu sorriso é boa vinda,
é ternura do aconchego,
é calor que me aquece.
Teu sorriso é primavera
que se espalha por teu rosto
e sorri a tua boa
e sorri o teu olhar
e sorri teu coração
e sorri a tua alma...
Teu sorriso
é meu ponto de partida
e meu ponto de chegada...

 

OS LIVROS RECOLHIDOS E A DESCULPA DO ESTADO

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com )


Sou obrigado a voltar ao assunto. Lembram do meu artigo sobre o escândalo dos 130.000 livros comprados pelo Estado, por um milhão e meio de reais e que depois foram recolhidos? Pois é, a história estava mal contada e continua sem explicações.
O Anexo de hoje, 2 de junho, traz uma matéria sobre a polêmica do recolhimento, pelo Estado, dos 130.000 livros que haviam sido comprados e distribuídos às escolas públicas de segundo grau.
Nessa mesma matéria, há a informação de que “a compra dos livros ocorreu por meio da lei que determina que o Estado adquira livros de autores da terra, selecionados pela Comissão Catarinense do Livro, para bibliotecas municipais catarinenses.”
Há que se esclarecer alguns pontos sobre essa afirmação. Primeiro, a lei Grando, que é a lei mencionada, não foi cumprida até agora, apesar de ter sido promulgada há quase vinte anos. Segundo, para comprar livros através dela é necessário que se publique o edital para seleção dos livros a serem comprados. E o edital ainda não saiu, está para ser publicado pela Fundação Catarinense de Cultura, por esses dias, segundo informação da Assessora de Imprensa da FCC,por e-mail. Terceiro, o edital é para aquisição de 300 (trezentos) exemplares de cada obra selecionada e não 130.000 (cento e trinta mil).
Como já perguntei em outro artigo, desde quando o Estado compra livro indicado para o Vestibular para cada um dos alunos do segundo-grau da escola pública catarinense?
De quem partiu a idéia de comprar essa quantidade imensa de exemplares de uma mesma obra, sem ao menos ler a obra para saber se era apropriada, provocando o recolhimento e transformando em pó um milhão e meio de reais, dinheiro tirado do imposto suado pago pelo cidadão catarinense? Quem autorizou esse gasto? E a tal licitação, que foi citada pela Secretaria de Estado da Cultura em todos os jornais, há alguns dias, dá a idéia de que havia pelo menos três editoras publicando e vendendo o livro, o que não é verdade. A editora é uma só.
Então toda essa história está muito mal contada. Usar a Lei Grando como desculpa não está colando.
Quem se habilita a contar a verdadeira história?


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