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Antologia Poética

 

Halma

 

A MONTANHA


Na paixão por um alguém,
A sua voz foi vertente,
Que jorrando suas águas,
Canalizei nos ouvidos,
No coração, derramei
Bebendo pelos sentdos...

E, assim bebericando,
Encontrei-me matizando
A montanha que, ao longe,
Divisar não conseguia,
Mas sentia tão a fundo...

De domingueira vesti-me,
Ansiando conhecer
A montanha e a vertente.
Provar se eram ou não
Como eu as tinha em mente.

No penúltimo instante,
Hesitante eu parei:
Estava tão perto, a montanha,
Até a fonte escutei.
Aquela, de onde nascia
A água tão refrescante.

Olhei, sugando detalhes,
Do lado de cá da cerca
Onde li a tabuleta
De entrada proibida...

 

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