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Antologia Poética

 

Maria Calado (Ayla)

 

 CHUVA DOURADA


 

Chove, chuva dourada.
Cada pingo, uma saudade
Da madrugada
em que te vi regressar.
Sei que um novo dia surgirá
E que o sol há de brilhar.
E eu, sempre a te amar,
sempre a sonhar,
a te esperar.
Chove, chuva dourada.
Teus pingos de ouro
são como pérolas
que caem de meus olhos
cansados, tristonhos,
por não poderem te ver.
Bem, sei que o sol
há de brilhar,
mas também sei
como é maravilhosa
esta chuva que cai.
Com ela,
sinto teu abraço
e assim, quase saciada,
desta sede insaciável:
sede de te amar.
E vou vivendo,
com esta ternura-criança,
que mora em meu coração,
feito um raio de luar.
Ela há de ser meu mestre,
meu guia
para te encontrar...

 

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