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Antologia Poética

M. Célia Fagundes de Albuquerque

EU E A ESTRELA

 

Cai a tarde cálida,
num sorriso fosco,
quase sem malícia,
deste sol maroto
a acariciar meu corpo
que, suavemente,
deixa-se embriagar.
Neste momento solidão,
sinto a leve carícia
dos últimos raios de sol
e imagino teu corpo
junto ao meu;
entre restos de sol
e princípio de frio,
sinto arrepios.
Fim de tarde.
No céu,
já desponta
a primeira estrela
que sorri cúmplice
ao me ver despida.
Extasio-me
com a natureza
e, suavemente, pergunto
à minha amiga estrela
se amanhã
terei mais do que o sol
para me aquecer, acariciar.
E ela,
brilhando deslumbrante,
respondeu que sim...
Esperei,
ele não veio.
Será
que minha amiga estrela
quis zombar de mim?

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