TODOS OS POETAS

Antologia Poética

 

Rodrigo Estramanho de Almeida

 

VERONAL
para Florbela Espanca

 

Entre espadas e peixes prateados
A lua tão qual imensa, ilumina
Um feixe de sonho coagulado
Numa fresta de som que irradia

O medo perambula a teu lado
E por pouco em paz desatina
Num espasmo de dor e vontade
Que a Florbela se tornou poetisa

Um soneto qualquer de vaidade
Com alma e voz que tanto merecia
Ficar imersa na eternidade

Porém um Veronal de hipocrisia
Decidiu deixar na saudade
A Florbela que espancava o dia

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