TODOS OS POETAS

Antologia Poética

 

Rodrigo Rafael Giovanella

 

Abaixo a burguesia

 

Burguesia,
Não venhas me dizer,
O que tenho que fazer,
Pois teu mundo é utopia,
Orgias e fantasias,
Que tentas me convencer.

Rezo noite e dia,
Para o teu mundo falecer,
Peço aos meus amigos,
Um minuto para ler.

E se tua revolta for a minha,
Vamos juntos combater,
Lutar por um dia melhor,
É melhor do que se convencer.


Rodrigo Rafael Giovanella
As dores do mundo

As dores do mundo sempre existirão,
Lágrimas enchendo os rios,
O sangue escorrendo no Jornal,
A novela nada educativa,
E a pornografia a notícia principal.

As dores do mundo sempre existirão,
A música comercial,
Trazendo um grande vazio,
Enchendo as pessoas de vento,
Pois assim,
É mais fácil o movimento,
Não trazer a real mensagem,
Explorando a imagem humana,
Acabando o sentimento.

As dores do mundo sempre existirão,
Doenças incuráveis,
Uma desinformação,
Enquanto isso no Jornal,
Falam de um cachorro,
Que entrou em depressão.

As dores do mundo sempre existirão,
A criança armada,
A violência legalizada,
A falta de esperança,
Nos olhos das pessoas,
Nos olhos das crianças.

As dores do mundo sempre existirão,
A arte da casa,
Sempre desvalorizada,
Pra ser reconhecido,
Artista só se for bandido.


As dores do mundo sempre existirão,
A educação defasada,
O carro na estrada,
O ar,
Escuridão.

As dores do mundo sempre existirão,
A generalização,
Um tratamento "por igual",
Achando que isso é normal,
Fui falar com a ciência,
E achei a diferença,
Que dentro do corpo humano,
Existe o DNA,
Cada um,
Com cada qual,
Como pode o ser humano,
Ser tratado por igual?

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