SUPLENTO LITERARIO

A ILHA

Revista Trimestral do Grupo Literário A ILHA

Número 77 - junho/2001 - Ano 21

Junho/1980 - Junho/2001

21 Anos

 

Editorial

"A ILHA" ENTRA NA MODERNIDADE
Enéas Athanázio

Tenho acompanhado há longos anos a trajetória do Grupo Literário A ILHA desde os tempos em que atuava em São Francisco do Sul, razão de seu nome. Depois se transferiu para Joinville, onde permaneceu vários anos, e agora para São José. Creio que se trata do mais coeso, ativo e duradouro agrupamento de poetas e escritores com objetivos comuns que já existiu em Santa Catarina. Liderado pelo incansável Luiz C. Amorim, o grupo reúne amantes das letras, em sua maioria ainda jovens, que não cessam de promover lançamentos, publicações, eventos artísticos e culturais de todos os tipos, divulgando seus próprios autores e também aqueles que não são ligados ao seu núcleo. São incontáveis essas realizações, muitas das quais presenciei, desde os tempos iniciais até hoje. Agora o grupo está completando vinte e um anos de existência, mais unido do que nunca, com uma admirável folha de serviços prestados às letras de nosso Estado. Sua revista já se integrou em definitivo ao panorama literário catarinense e sua página na internet é uma fonte de excelentes informações. Por tudo isso, desejo registrar aqui as minhas felicitações ao grupo e ao seu líder, em particular, pelos vintee um anos agora completados, desejando um futuro longo e profícuo para o dedicado grupo.

 

NÓS DOIS


(Luiz Carlos Amorim)


Vejo nós dois espelhados,
nos grandes lagos castanhos
cristalinos, os teus olhos.
 
Navegamos mansamente,
nas serenas águas claras
cheias de luz e poesia.
 
É nossa grande viagem,
percorrendo os caminhos
que nos levarão de encontro
à descoberta de nós.

 

A ILHA ATINGE A MAIORIDADE


Faz vinte e um anos que o Grupo Literário A ILHA começou, em São Francisco, a publicar uma revista para escoar a produção literária dos escritores da ilha. Integrou os autores de prosa e poesia de todo o norte catarinense, transferiu sua sede para Joinville e ampliou suas atividades, com o Varal da Poesia, o Recital de Poemas, as Oficinas Literárias e a publicação de antologias e livros solo de seus integrantes.
Hoje, o Grupo Literário A ILHA está na grande Florianópolis, outra Ilha, as atividades ampliadas com novos Projetos como Poesia na rua - out-doors com poesia, Poesia Carimbada, Pacote de Poesia, Poesia no Shopping, Poesia na Escola, etc, e um portal na Internet, mostrando seu trabalho para o mundo todo. Continuaremos na luta, criando e mantendo espaços.

 

 

INCOERÊNCIA


Araci Barreto da Costa


Sigilosamente,
no seu ser, dentro dela,
fala baixo, é desumana,
contra, resistente,
livre, inocente...

No seu crepúsculo,
estravagante, diferente.

Com seus retalhos,
pedaços a inibir,
restringir,
permanentemente...

Ela sorri, alegremente,
ironicamente,
aparentemente...

 

ESCRITOR CATARINENSE HOMENAGEADO EM BRASÍLIA

“Literatura, a revista do escritor brasileiro”, editada em Brasília, completou dez anos de circulação em abril. Com circulação nacional e em vários outros países, essa publicação tem colaboradores de muitos estados e já se consagrou como uma das mais importantes do país.
Para comemorar o evento, realizou-se na Capital Federal um encontro de escritores, na sede da Associação Nacional de Escritores, com o comparecimento de representantes de diversos estados, jornalistas, acadêmicos, editores, professores, estudantes e público em geral. Na ocasião, foi prestada homenagem aos fundadores da revista, já falecidos, seguindo-se manifestações sobre a publicação e depoimentos dos que a acompanham desde o início, plenária com debates sobre a literatura e a cultura nacionais, lançamento do número vinte da revista em que foi homenageado o escritor catarinense Enéas Athanázio, motivo da capa, longa entrevista, bibliografia, artigo de sua autoria e notas.
Foi a primeira vez que um catarinense mereceu essa homenagem, tendo havido no ato manifestações críticas sobre sua obra e convite para integrar a mesa dos trabalhos. O escritor agradeceu a homenagem, afirmando que a dividia com sua terra natal, Campos Novos, com a cidade de Balneário de Camboriú, onde hoje reside e o stado de Santa Catarina.

 

SÚPLICA


Else Sant'Anna Brum


Estavas naquela casa,
Estavas vendo meu pranto,
Estavas na despedida.

Viste minha alma partida?

Metade ficou contigo
Metade eu trouxe comigo
Metade já devolvi.

Tens minha alma inteira!

Volta pra me devolver,
Volta, depressa, suplico...
Volta pra eu poder viver!

 

A ILHA NA BIENAL


O Grupo Literário A ILHA esteve presente à 10ª Bienal do Livro do Rio, em fins de maio próximo passado, distribuindo a edição anterior deste suplemento, a edição especial sobre Cruz e Sousa e o Projeto Sanfona Poética com poemas também do Cisne Negro. Levamos também a antologia “A Nova Poesia do Norte Catarinense” e a terceira edição de “Meu Pé de Jacatirão”, que será lançada na Feira do Livro de Florianópolis, em setembro.

 

 

 

ESPERA


Aracely Braz


Esperando você
Vejo a noite cair...
O cão ladra, gatos namoram
E o barulho dos grilos
Completa a canção
do entardecer.
As folhas bailam,
A noite cai
E o tempo se vai...
Contando os segundos,
Espero você!
O silêncio me entristece;
A rebentação do mar
me aboserve
E eu navego
No veleiro da imaginação;
Esperando o toque
de carinho
Trazido por você...

 

O CENTENÁRIO DE CECÍLIA MEIRELES

Até 16 de maio, quem visitou o Solar Grandjean de Montigny, no Rio foi recebido por Cecília Meireles em sua real dimensão. Primeiro, pela reprodução em tamanho natural de uma foto da poeta, com flores nos braços, logo na entrada. E em toda a casa, por outro aspecto de sua real grandeza, maior que o 1,68m de sua silhueta: a sensibilidade humanista que marca seu pensamento e que é o eixo da mostra “O Reino da Poesia”.
A exposição foi idealizada para celebrar o centenário de Cecília Meireles, (1901-1964), que se completa em novembro.
Ao longo da escadaria que leva à casa, estavam 14 manequins com versos da escritora: “E minha vida / Está completa / Não sou alegre / Nem sou triste / Sou poeta” (extraídos de “Motivo”, do livro de poemas “Viagem”, 1939).
Nas varandas da casa, panos transparentes trazem outros textos da escritora. No conjunto, mais poesia e algumas fotos e desenhos. “A elegância dela estava na absoluta simplicidade”, diz a neta de Cecília, ao entrar em uma sala redonda, no térreo, que abriga uma espécie de “autobiografia” da poeta: um espaço para textos e objetos que contam um pouco da sua vida. A poeta “não acreditava em biografias, ela dizia que a vida era como um jogo de cartas”. No piso superior, outra sala redonda guarda a explicação de o que seria, afinal, o reino da poesia que dá nome à homenagem.
Esse lugar imaginário existe no mapa: é a ilha de São Miguel, uma das nove do arquipélago português dos Açores, de onde vieram a avó e a mãe de Cecília. A ilha aparece várias vezes na obra da escritora. Só uma vez, porém, ela esteve no território onde, diz, se poderia “recomeçar a vida em termos humanos” e cuja propriedade proclama em Ä ILHA do Nanja”, do livro “Ilusões do Mundo”.
Foi na ocasião, uma visita oficial em 1951, que tornou-se a foto que, hoje, saúda os que adentram “O Reino da Poesia”.

 

SETEMBRO

Rosângela Borges

Antes,
Eram fantasmas
Borboletas
E até estrelas.

Ontem,
Mil flores
Planetas
E nada no vento.

No escuro,
Eu tinha canções
Sapatos
E um pouco de mar,

Hoje,
Olhares e telefone
Água
E um setembro perdido.

Amanhã,
Apenas a chuva,
Cortinas na janela
E sal desbotando
O nosso novo tapete...

 

POESIA, ALIMENTO DA ALMA


Por Luiz Carlos Amorim


Os espaços para a poesia nos jornais e revistas já foram mais generosos, em outros tempos. Atualmente, estão cada vez mais escassos, para não dizer inexistentes. A despeito disso, a necessidade faz com que tenhamos que criar espaços novos, como o Projeto Poesia na Rua – trechos de poemas em out-doors, que o Grupo Literário A ILHA lançou, há alguns anos, em Santa Catarina, assim como o Projeto Poesia no Shopping, Poesia Carimbada, Pacote de Poesia, entre outros. Mas há espaços ainda mais inusitados sendo descobertos. Se eu ou você, leitor, formos ao shopping ou à praça de alimentação de algum supermercado, ou à padaria, ou a um restaurante, uma lanchonete, podemos correr o risco de receber, junto com o lanche, um poema, um trecho de poema ou apenas um verso. Há que se convir que é no mínimo original encontrar poesia no saco de pão, na bandeja do lanche, no guardanapo, no pacote do sanduba.
E é o que está acontecendo. Esses espaços, impensados, até algum tempo atrás, foram descobertos e tomados de assalto pela poesia. Padarias imprimem poemas de poetas da cidade no pacote de embalar o pão, a idéia do bilhetinho da sorte no bolinho chinês foi adaptada e já existem sanduíches que vem com um poema na sua embalagem e a bandeja onde se recebe a refeição pode vir forrada ou com o guardanapo impresso com poesia.
São espaços novos, alternativos, com custo baixo, que ajudam a popularizar a poesia, a fazê-la chegar até o leitor, que tem condições de conhecê-la e descobrir, assim, se gosta dela ou não. E, mais interessante, é que, mesmo sendo alternativas novas, já existe quem as esteja melhorando, como é o caso da poesia no saco de pão, que a Fundação Cultural de Blumenau implantou na cidade, atingindo todas as padarias. É que aquela fundação tem a sua própria gráfica, o que desencarece a impressão, facilitando alcançar todos os consumidores de pão de Blumenau. Mas o mérito não é ter o recurso. O mérito é utilizá-lo em prol da comunidade e é o que está sendo feito,felizmente
É interessante como lançar mão desses recursos novos pode ser enriquecedor, pois eles é que vão nos possibilitar chegar até o leitor comum ou até ao indivíduo que ainda não é leitor. São essas maneiras inusitadas e originais que fazem com que o cidadão esbarre com a poesia sem esperar e descubra, não raro, que gosta dela.
Como já foi dito e repetido, a poesia é o alimento da alma. Logo, nada para combinar melhor do que pão com poesia.

 

MUITOS ANOS DEPOIS


  Francisco Simões


Pouco me importa o que teci, o que perdi,
As lágrimas, as saudades, os desencantos,
Tantos disfarces, infernos, tantos véus,
E quantos céus que eu rejeitei, e quantos.
Pouco me importa agora esse tempo
Que traçou rugas, desenhando o envelhecer,
É o mesmo tempo que hoje pára e escuta
O que a vida sempre me ouviu dizer:
Eu te amo.

 

A NOVA ANTOLOGIA DO POSTAL CLUBE

Saiu a sexta antologia do Postal Clube, de prosa e poesia, um livro excelente, não só pela muito bem cuidada apresentação gráfica, como também pelo conteúdo. Reflexo da organização e edição, feita pela poeta Araci Barreto da Costa, batalhadora incansável na criação e manutenção de espaços para a poesia.
São 84 páginas com muita poesia, conto e crônica, de escritores do mais variados pontos do país, numa integração literária que só engrandece o trabalho de Araci Barreto.

 

 

CORAÇÃO FERIDO


Erna Pidner


Sonho desfeito
Quebra o encanto
Do amor perfeito.
Estranha melodia,
Nas entrelinhas
Da poesia,
A indagar
Se foi em vão
Tanta emoção.

Se, antes do encontro,
Já houver o adeus,
Jamais verei
os olhos teus,
E seguirei
O meu caminho,
Sem conhecer
O teu carinho.

Mas se, como o teu,
Meu pensamento,
Mesmo à distância,
Fosse possível
Sintonizar,
Nova canção
Talvez se ouvisse
Vibrar no ar.

Quem sabe, então,
Compreenderias
Que, mais que tudo
E, desde sempre,
Eu te queria.

 

O LIVRO E A BIENAL

Por Luiz Carlos Amorim

Estive na décima Bienal Internacional do Livro, que aconteceu de 17 a 27 de junho, no Rio, e o que vi lá me fez repensar sobre o quanto o brasileiro lê – o brasileiro comum – ou deixa de ler.
Os números são superlativos, quase inimagináveis: 808 expositores distribuídos numa área de 48 mil metros quadrados, 560 mil visitantes em 11 dias de Bienal e l.620.000 (um milhão, seiscentos e vinte mil) livros vendidos!
Impressionou-me não só o imenso contingente de pessoas que visitou a feira, mas o fato de que esses visitantes eram, não raro, famílias inteiras de classes nem sempre das mais privilegiadas, que, além de pagar ingressos de seis reais por pessoa, ainda saiam de lá com uma sacola contendo pelo menos dois ou três livros.
Diante do até agora conhecido panorama do livro no Brasil, onde existem tão poucas livrarias e o preço do livro ainda é alto, ver multidões se acotovelando em uma feira para comprar livros mostrou-me que há que haver uma revisão nesses padrões, que talvez alguma coisa esteja começando a mudar.
Outro bom sinal é que a literatura infanto-juvenil confirmou sua supremacia, isto é: foram as crianças quem mais compraram livros na Bienal. O que significa que os leitores em formação estão na direção para um horizonte mais favorável ao livro logo mais adiante: um bom presságio para o novo século que se inicia. É claro que há aí o dedinho da escola e da família, mas eles são a peça fundamental para formarmos novos leitores. E que melhor notícia do que saber que eles estão cumprindo o seu papel?
A décima Bienal do Livro do Rio funcionou, também, como um painel da produção literária atual, quando pudemos ver o quão imensa é a publicação de títulos nos nossos dias: escreve-se sobre tudo. Qualquer que seja o assunto, pode-se procurar que há um livro abordando aquilo que se pretende.
E o livro virtual, tão propalado e tão ameaçador do livro tradicional, palpável, impresso em papel, nem deu as caras na Bienal. Se procurássemos, até era possível encontrar uma enciclopédia que vinha com o conteúdo em CD Rom, ou um dicionário que também tivesse sua versão em CD Rom para ser usado com um editor de texto. Mas os e-books, esses não os vi. As pessoas foram atrás das obras impressas nos livros, duráveis, palpáveis, folheáveis. Livrarias virtuais também estavam presentes na feira, mas vendendo os livros como os conhecemos até agora. E, pelo jeito, vai ser assim por muito tempo, ainda.
Os eventos paralelos colaboraram, em muito, para o brilho desta última Bienal, como o Café Literário, encontro diário de escritores e personalidades do meio cultural com o público, os Foruns de Debates - mesas redondas com autores consagrados, editores e jornalistas e as seções de cinema, exibindo filmes sobre a vida e obra dos grandes poetas e escritores, como Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, Vinícius e outros, e as grandes obras literárias levadas para as telas, como "O Homem Nu", "Memórias do Cárcere", "Dona Flor e seus Dois Maridos", "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e outras. Isto não só fez valer o ingresso que o visitante pagou para estar na Bienal, como também pode tê-lo motivado a comprar os livros dos escritores focalizados nos filmes e vistos nas palestras. Quanto aos filmes, um lapso imperdoável, pois da lista da mostra não constou "Cruz e Sousa - o Poeta do Desterro", filme de Silvio Back. Encontramos o diretor na Bienal, mas evitamos perguntar-lhe porque seu filme não estava sendo exibido.
Passada a Bienal, no entanto, não podemos nos iludir e usar o que vimos lá para nos convercermos de que os problemas que levam o brasileiro a ler menos do que deveria não existem mais. A Bienal não foi a redenção nem do livro nem do leitor. A Bienal existe a cada dois anos, apenas. O mercado editorial existe o ano todo e o público leitor, também.

 

MUTIRÃO POÉTICO


Eloí E. Bocheco


Convido você, seu minguinho,
seu vizinho, seu amigo...
para um mutirão
de muitas mãos e corações:
Mutirão pela Humanização
do Planeta.
Condições para participar:
Escolher um dia bem azul,
vir por uma estrada rimada, larga.
Encher os olhos de infinito
que é pro mutirão ficar mais bonito.
Pensar seriamente nas questões:
Espelho, espelho meu,
quem sou eu?
Quem viaja por aí ao meu lado
nessa nave emprestada?
Vira e mexe, chacoalha e tece,
o mundo o que lhe parece?
Ser capaz de partilhar:
Enredos, brinquedos e medos,
chocolates, livros e risos,
figurinhas, novidades,
suspiros poéticos e saudades,
sonhos e decepções,
doces, pipocas e canções.
Trazer na mão direita
um beija-flor e uma borboleta.
Na sola dos pés,
sementes de todos os reinos.
A vida brotará de nossos passos.
Repovoaremos os espaços
devastadas do planeta.

(Do livro
"Uni... Duni... Téia")

 

POESIA PARA O DIA DOS NAMORADOS

O Projeto Poesia no Shopping do Grupo Literário A ILHA estará, neste mês de junho, mais uma vez presente nos shoppings de Santa Catarina, com uma edição especial do Varal da Poesia, em homenagem ao Dia dos Namorados. Mais de vinte poemas românticos, de autoria de todos os integrantes do grupo comporão o projeto. Junto ao Varal, será distribuída, também, a edição especial do Projeto Sanfona Poética, com oito poemas de Luiz Carlos Amorim, "Canções de Amor".
Além disso, a seção Literarte do portal Prosa, Poesia & Cia. do Grupo Literário A ILHA estará, também, publicando os poemas que compõe o Projeto Poesia no Shopping em homenagem ao Dia dos Namorados.

 

 

COMUNHÃO


                                      Luiz Carlos Amorim


 Eu me refaço em ti.
Sou eu, completo, por inteiro,
sou você, sou nós, sou ser.
És parte de mim, indivisível,
és coração que pulsa no meu peito,
és luz a brilhar no meu olhar,
és música a tocar nossa canção,
és ternura de mãos entrelaçadas,
és carinho ao tocar de peles.
Eu me refaço em ti.

 

DANÇA E POESIA


Em julho, acontece mais um Festival Nacional de Dança em Joinville. No Centreventos, o grande teatro idealizado para abrigar o evento, ocorre a competição, com grandes espetáculos. Mas na rua, no shoppings, nas fábricas, nas escolas, nas praças, na cidade inteira, na capital da dança, é onde acontece o verdadeiro festival. E o Grupo Literário A ILHA estará, mais uma vez, participando, com o Projeto Poesia no Shopping, composto de uma edição especial do Varal da Poesia com mais de vinte poemas de autores diversos em homenagem à dança e aos dançarinos. Junto ao Projeto Poesia no Shopping será distribuída a edição especial do Projeto Sanfona Poética "Na Ponta dos Pés", com poemas de Luiz Carlos Amorim.

 


EXPEDIENTE


SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA Nº 77- junho/2001 - Ano 21
Editor: Luiz C. Amorim
Endereço para contato:
E-mail: lc.amorim@ig.com.br


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