SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA

Edição nº 88 - Março 2004

INICIADO O ANO LITERÁRIO

Passado o carnaval, inicia-se verdadeiramente mais um ano de trabalho cultural. E aqui estamos com mais uma edição do Suplemento Literário A ILHA, desta vez prestando homenagem a um poeta não brasileiro, o chileno Pablo Neruda, do qual comemoramos neste ano de 2004 o centenário de nascimento.
Também falamos de cinema, arte em que a literatura brasileira tem propiciado excelentes obras. E falamos, dentre outros assuntos e em meio a muita poesia, da Feira do Livro de Rua de Florianópolis, que ocorre em maio e da qual o Grupo Literário A ILHA estará participando, com o lançamento da presente edição desta revista e de dois livros publicados pelas Edições A ILHA. Aliás, Florianópolis é a única cidade a promover duas grandes feiras do livro por ano. Em maio, acontece a Feira do Livro de Rua, no Largo da Alfândega, ao lado do Mercado Municipal. E em setembro, acontece a Feira do Livro de Florianópolis, em local fechado, no Shopping Beira Mar.
É bom poder constatar que o livro ganha espaço na Ilha de Santa Catarina.

 

EM PLENO MÊS DE JUNHO


Pablo Neruda


Empleno mês de junho
me aconteceu uma mulher,
melhor uma laranja.
Está confuso o panorama.
Bateram à porta,
era uma lufada,
um látego de luz,
uma tartaruga ultravioleta,
a via com lentidão de telescópio,
como se longe fosse ou habitasse
esta vestidura de estrela,
e por erro do astrônomo
houvesse entrado em minha casa.

 

 

2004: CENTENÁRIO DO NASCIMENTO
DE PABLO NERUDA

12 de julho de 2004 marca o centenário do nascimento de Pablo Neruda, pseudônimo de Neftalí Ricardo Reyes Basoalto. Ele nasceu em Parral , Chile, em 1904 e foi um dos maiores poetas líricos da América Latina . Seu trabalho poético começa numa linha modernista. Seus primeiros trabalhos literários foram publicados na cidade de Temuco. Em 1921 foi para Santiago, continuar seus estudos como professor de francês, e ganhou o seu primeiro prêmio literário Ali publicou o seu primeiro livro, “Crepusculario”, que se seguiu, em 1924, por VINTE POEMAS DE AMOR E UMA CANÇÃO DESESPERADA, uma autobiografia sentimantal cheia de acentos neo-românticos, de melancolia e de paixão : “ Sou o desesperado, a palavra sem eco, aquele que perdeu tudo e o que tudo teve “. Mais tarde cria um estilo pessoal, cheio de imagens e de palavras ardentes. Assim consegue uma poesia com ressonâncias surrealistas, mas elevada em tons épicos, em que canta a geografia, a vegetação e a fome da América pura e intacta, anterior ao descobrimento e à conquista ( canto geral).Finalmente escreve e linguagem direta e afável, falando de coisas quotidianas e de objetos simples : o azeite, a cebola, a alegria, a pobreza (ODES ELEMENTARES).Em sua “Ode à alegria”diz o próprio poeta:’...porque aprendi lutando que é meu dever terrestre propagar a alegria. E cumpro meu destino com meu canto”. Foi cônsul do Chile no Extreme Oriente, na Espanha e no México; em 1971 recebeu o Prêmio Nobel de literatura.
Em Neruda vida e poesia se coadunam e se entrelaçam ultrapassando os limites da própria inspiração poética e há de tudo em pouco: desde os versos amorosos da juventude em “Veinte Poemas de Amor”, à maturidade tenra, sensual, melancólica e apaixonante de “Los Versos del Capitan”(1952), à imersa depressão do autor em solidão, num mundo de subterrânea escuridão e forças demoníacas de “Residência en La Tierra” (1925-31), até à poesia épica melhor representada em “Canto General” (1950), onde tenta reinterpretar o passado e o presente da América Latina, a luta de seu povo oprimido e subjugado nos seus ideais de libertação. Por sua inspiração político-social e por seu amor a seu povo, Neruda era frequentemente referido como “o poeta da humanidade escravizada”. Neste livro “Canto General “, um monumental trabalho poético reunindo 340 poemas, o poeta recria a história da América Latina sob a ótica da dialética materialista do Marxismo-Leninismo, refletindo como tema central a luta das classes desfavorecidas por justiça social, onde mostra ainda profundo conhecimento da história, geografia e da política Latino Americana, vendo no trabalho a força motriz da história.
O poeta viveu e viajou por diversos países. Ao cumprir 60 anos, em 1964, Neruda escreve outra de suas obras cruciais: os cinco volumes de “MEMORIAL DE ISLA NEGRA”. Seu envolvimento com a política de seu país, então, o alçaram à proclamação como pré-candidato à presidência da república, o que renuncia logo em seguida, para dar suporte à campanha de Salvador Allende à presidência do Chile.
Como a voz do poeta, Pablo Neruda, emudecida por sua morte no dia 23 de Setembro de 73, na Isla Negra , vítima de ataque cardíaco, morre um regime e morre um grande poeta, oito dias após a queda do Governo da Unidade Popular e da morte de Salvador Allende.

 

TODOS ME PERGUNTAVAM


Pablo Neruda


Todos me perguntavam quando parto,
quando me vou. Assim parece
que houvesse selado em silêncio
um contrato terrível:
ir-se de qualquer modo a alguma parte
ainda que não quisesse ir-me a nenhum lugar.
Senhores, nãome vou,
eu sou de Iquique,
sou das vinhas negras de Parral,
da água de Temuco,
da terra delgada,
sou e estou.

 

EM MAIO, FEIRA DE RUA DO LIVRO EM FPOLIS


O ano de 2004 promete ter uma boa safra de livros saídos das editoras catarinenses. Isto poderá ser constatado na Feira de Rua do Livro de Florianópolis, que ocorre entre os dias 5 e 15 de maio, no Largo da Alfândega, ao lado do tradicional Mercado Municipal. Depois de amargar um 2003 que vendeu, no Brasil, 20% a menos do que em 2002, os editores e livreiros agora têm a esperança de que as coisas melhorem. Já estão negociadas a comercialização antecipada de todos os 120 estandes disponibilizados para a Feira, a maioria por editoras do estado. O Grupo Literário A ILHA estará participando com o lançamento desta edição da revista Suplemento Literário A ILHA, do livro de poemas “Nação Poesia” e do livro de crônicas “Livro: A Perenidade da Palavra”, de Luiz C. Amorim.

 

PRESENTE

Luiz Carlos Amorim

A vida se repartindo,
coração se avolumando,
amor se multiplicando...
isto é você, mãe, mulher.

Todos os dias são seus,
toda vida lhe pertence;
a natureza, perfeita,
é sua irmã gêmea.

Que presente, então, lhe dar,
a não ser nosso respeito,
todo carinho e amor
e uma pequena flor,
gigante como você?

 

LEI DO LIVRO AGUARDA REGULAMENTAÇÃO


A Lei do Livro, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 30 de outubro de 2003, aguarda regulamentação e já levanta questões polêmicas como a própria definição do que é o livro. Em um dos artigos, são equiparados a livro fascículos e publicações de qualquer natureza que representam parte de um livro. Essa nova definição pode ferir a Lei dos Direitos Autorais, que é muito séria e rigorosa.
A nova lei ajudaria a conscientizar o cidadão sobre a importância da leitura, já que responsabiliza o Poder Executivo pela criação de projetos para aumentar o acesso ao livro. O projeto, de autoria do senador José Sarney, que institui a política nacional do livro, propõe a criação de parcerias públicas ou privadas para incentivar a leitura, com o desenvolvimento de programas como hora de leitura diária nas escolas. A Lei do Livro determina que a União, os estados e os municípios passem a destinar verbas anuais para construir novas e manter as atuais bibliotecas públicas do país. A lei deve permitir que as bibliotecas públicas tenham lançamentos em seus acervos, facilitando a aquisição, além dos clássicos da literatura, de novidades do mercado.
Outra boa notícia para as bibliotecas públicas é que pela lei, o livro deixa de ser considerado material permanente para ser material de consumo. Para as bibliotecas, essa mudança vai facilitar a aquisição de novos títulos.

 

AS FLORES DE MÁRIO

Clarissa Reis

 

As flores estão mortas,
Mário Quintana também está,
as flores amarelas não tem mais vida,
Mário também,
as flores não estão mais nesse mundo,
nem o próprio Mário,
mas ele tem um ramalhete
de flores belas e viçosas
vivas em suas mãos,
no outro mundo.

 

A LITERATURA BRASILEIRA E O CINEMA

Por Luiz Carlos Amorim


Não tenho assistido a filmes nacionais faz algum tempo – o último bom que eu havia visto foi “Tainá” - mas ao ver, recentemente, um DVD que alguém trouxe para casa, recuperei minha fé na produção cinematográfica brasileira. “Tainá” já havia começado essa “recuperação”, mas ainda me mantinha arredio.
Falo de “Deus é Brasileiro”, baseado no conto “O santo que não acreditava em Deus”, de João Ubaldo Ribeiro, interpretado por Antônio Fagundes, Paloma Duarte e um ator novo que fez o papel do jovem pescador, muito bom – Wagner Moura – e que está também em “Carandiru”.
Um time de atores excelentes, um ótimo diretor – Cacá Diegues -, uma história singular, abordando um tema delicado de maneira original e bem brasileira. Um Deus que não gosta de fazer milagres, que está de saco cheio da sua criação – o ser humano, e quer tirar umas férias, mas precisa de um substituto.
Quem não viu o filme deve ver, que corre o risco de gostar. Se não quiser ver o filme, que leia o conto, do “Livro de Histórias” de Ubaldo, que depois dessa edição do extinto Circulo do Livro passou a se chamar “Já Podeis da Pátria Filhos”. Melhor, mesmo, é ler o conto e ver o filme, pois se o conto já é bom, o filme tem muito mais cor e sabor, até porque o roteiro, a adaptação é do próprio autor da obra, João Ubaldo, junto com Cacá Diegues.
Aliás, quando digo que o tema é original, penso que não estou sozinho. Um seriado americano que estreou no ano passado, “Joana of Arcádia”, bebe na mesma fonte. Coincidência ou não, o seriado conta a história de uma menina que vê Deus e conversa com Ele, que aparece na pele de pessoas comuns, diferentes a cada aparição. Diferente do Deus de Ubaldo, o Deus de Joana a usa para ajudar a resolver problemas de quem está precisando de ajuda, realizando pequenos milagres por tabela.
Fiquei feliz de ver que o cinema brasileiro está recuperando a excelência de outros tempos, com as indicações para o Oscar comprovando isso. Depois de “Deus é Brasileiro” já vi também “O Auto da Compadecida”, “Cidade de Deus” e “Carandiru”. E vou ver outros mais.
Torço pelo Oscar para “Cidade de Deus”, embora ache que o filme confirma, para quem o vê no exterior, uma imagem um tanto exagerada do Brasil, qual seja a banalização da violência.

 

IDAS E VINDAS

Aracely Braz

Quando no horizonte
Já não há mais distância,
Linhas tortas não balançam,
Me aquece a crença, a vaidade,
O medo não me apavora,
Não existe escuridão.
Com serenidade
Visto-me de saudade:
De pés descalços caminho,
A paisagem me embriaga...
No atrito de idas e vindas
Me empolga uma canção...
E no borbulhar das ondas
Desse mar tão sereno,
Infinito, sedutor,
Desenrolo a emoção...

 

VIRGÍLIO VÁRZEA: MEMORIALISTA DE UMA ÉPOCA

Virgílio Várzea é considerado o maior expoente da ficção catarinense do século 19 e início do 20. “Várzea permaneceu como valor único dentro do panorama do conto em nosso Estado até surgir o Grupo Sul, na década de 1950, quando começou a ser feita a renovação modernista na nossa literatura”, diz Iaponan Soares, autor do livro "Virgílio Várzea". Ao retratar com fidelidade as paisagens, os personagens e costumes da Florianópolis do começo do século passado (então Desterro), o autor fez um registro importante da cultura catarinense dessa época. “Seus contos, de forte caráter memorialístico, reconstituem a atmosfera e as figuras humanas da Florianópolis de sua infância”, diz o pesquisador. Porém, muitos dos seus contos são bastante curtos e não chegam a desenvolver um enredo, limitando-se a descrever uma paisagem ou apenas sugerir uma ação, em prejuízo da carga dramática e do ritmo da narrativo.

 

SE CADA DIA CAI

Pablo Neruda

Se cada dia cai
dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.

Há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

 

A DISTÂNCIA ENTRE O LIVRO E O LEITOR

Num desses programas que mostram costumes e tradições singulares de países vários, vi uma prática que me chamou a atenção. Num país distante – não me perguntem qual, pois infelizmente não lembro – chás de bebês têm um detalhezinho diferente daquele que conhecemos e praticamos aqui no Brasil. As pessoas convidadas que comparecem ao chá dão de presente para o bebê que está para nascer e para os pais – adivinhem o que? Livros! Isso mesmo: os convidados dão livros de presente, livros que representaram muito na vida de quem os está dando, aqueles considerados os melhores e mais importantes, e que poderão acrescentar algo à vida da criança que está chegando. Não é fantástico?
Ao invés de levar apenas um pacote de fraldas, uma roupa, um brinquedo – que serão consumidos rapidamente – dá-se um presente para a vida inteira.
No Brasil, um grupo de pessoas reúne livros – pede doação, recolhe-os aqui e acolá – e junta obras de vários gêneros para sair à rua, de madrugada, e distribuir àqueles que trabalham à noite ou moram na rua.
São idéias geniais para incentivar a leitura, começar a formação de novos leitores e, conseqüentemente, tornar mais fácil o acesso ao conhecimento e à viagem nas asas da fantasia e da imaginação.
Eu ousaria sonhar mais, espichar essas boas idéias, apanhando crianças nas periferias das nossas cidades, das áreas mais carentes, onde nem as escolas têm bibliotecas, para levá-las a conhecer e freqüentar uma verdadeira biblioteca. É certo que seria muito melhor levar a biblioteca até elas, e já fiz isso – levei livros meus, do meu acervo particular e também os muitos livros infantis e infanto-juvenis e os didáticos das minhas filhas que já cresceram, - para iniciar bibliotecas em escolas do interior, onde elas não existiam. Mas enquanto as bibliotecas não são realidade em todos os lugares onde há crianças estudando, há a necessidade de que alguns de nós leve essas crianças até onde existam livros para que elas possam usufruir deles.
As idéias são boas, tanto a de doarmos os livros que temos em casa e que ninguém abre, para iniciar uma biblioteca numa escola que não a tem, como levar as crianças que não têm acesso aos livros até onde eles estão. O que é preciso para melhorá-las, é colocá-las em execução, como aquele pessoal pioneiro, que de dia pede livros a quem quiser doá-los e de madrugada os leva para aquelas pessoas que trabalham à noite ou que vivem nas ruas.

 

 

PRIMAVERA URBANA

Virgínia Vendramini

O calendário avisa:
É primavera outra vez no hemisfério sul.
Procuro em torno os indícios,
Aqueles de que fala o poeta...
Os aromas sutis, a brisa amena,
Os casais de namorados,
O impossível verde...
Nada percebo, além do áspero cotidiano.
Procuro... E acho apenas em cada esquina
Jardins de plástico e papel,
Rosas prisioneiras em cestos e fitas,
Flores pintadas em cartazes,
Anunciando festivais,
Pessoas que se atropelam
Sem sequer se olharem.
Mas, apesar de tudo, existem árvores,
Doentes, retorcidas,
Sem pássaros cantores,
Até sem pardais,
Entraves no caminho de quem tem pressa
De chegar a lugar nenhum.
No entanto, é primavera no hemisfério sul
E é preciso escrever um poema,
Mesmo que seja apenas
Para cumprir a tradição.
Ainda que não haja flores,
Ainda que não haja amores,
Ainda que os perfumes venham todos de Paris
E o verde seja somente
O avesso da esperança,
O lado errado do sinal de trânsito.
Procuro os indícios de que fala o poeta...
Nada, nada encontro.
O jeito mesmo é ver a primavera
Nos documentários da televisão
E colher rosas na floricultura da esquina.

 

OBRAS INFANTIS DE ÉRICO VERÍSSIMO REEDITADAS

Erico Verissimo começou a escrever livros infantis quase na mesma época em que estreava na literatura para adultos. Na década de 30 ele lançou alguns títulos, que foram recentemente relançados pela Companhia das Letras.
Suas histórias eram protagonizadas ora por animais, como em O Urso com Música na Barriga, A Vida do Elefante Basílio, Os Três Porquinhos Pobres e Outra Vez os Três Porquinhos; ora por seres humanos, como em Rosa Maria No Castelo Encantado e As Aventuras do Avião Vermelho. Mas todas as narrativas tinham pelo menos três pontos em comum. O primeiro eram as tramas cheias de parábolas, que como em toda a obra do autor, faziam uma reprodução analítica da sociedade da época e, no infantil, tinham a tarefa de apresentar aos leitores os bons padrões de comportamento vigentes.
O segundo item era o texto ágil e prazeiroso, que cativava mesmo os leitores iniciantes. As frases são curtas, a verve humorística de Verissimo se faz bastante presente e diversas vezes ele recorre ao recursos de conversar com o leitor com intimidade. Em terceiro lugar, é preciso dizer algo sobre a capacidade que o escritor tinha de reinventar o mundo, transformando-o em um lugar extremamente encantador aos olhos dos pequenos.

 

 

NÃO QUERO QUALQUER LIBERDADE

Domingos Oliveira Medeiros

Não quero a liberdade de ser livre, apenas.
A liberdade de ir e vir.
De procurar emprego.
E não achar.
Não quero a liberdade de escolher, somente.
De votar. E não ser representado.
Ter o anseio ameaçado.
Ignorado.

Não quero ver o meu eleito, de fato e de direito,
em outro partido.
Sinto-me enganado. Traído.
Por uma espécie de camaleão político.
Que muda de cores, ao sabor dos seus interesses.
Escusos.

Sou a favor das mudanças prometidas.
Que me cativaram.
Por isso escolhi os que nela acreditavam.
Sem bravatas e sem fanfarrices.
Sem tolices.

Não quero a liberdade para ouvir promessas futuras.
Já fui paciente. Estou apressado. Estou no presente. .
Mas trago o passado na mente. O aprendizado.
Acumulado.

Não sou do futuro. Do futuro eternizado.
Não tenho mais tempo para ser enganado.

Prefiro ser livre, realmente.
Não subjugado.

 

CONCURSOS LITERÁRIOS

O portal Prosa, Poesia & Cia., do Grupo Literário A ILHA, acaba de colocar no ar uma nova seção, prestando, desta maneira, mais um serviço aos seus visitantes escritores. Trata-se da seção “Concursos Literários”, onde estão reunidos informações e regulamentos de certames abertos pelo Brasil e até pelo exterior. Estaremos atualizando freqüentemente a seção, incluindo novos concursos e dando baixa naqueles para os quais as datas de envio de participação defasaram. Aceitaremos, é claro, que os nossos visitantes interajam, enviando dados, os mais completos possível, de concursos literários de qualquer parte para publicarmos. Visite o nosso portal Prosa, Poesia & Cia. em Http://geocities.yahoo.com.br/prosapoesiaecia e clique no linke “Concursos Literários” para ter acesso aos mais de dez concursos que estão em ser atualmente.

 

REFLEXOS

Vânia Moreira Diniz

Ando por caminhos diversos
Procurando a essência da vida,
Ansiando pela suavidade,
Que ergui tão tranquilamente,
Encontrando na poesia o meu sonho,
Concretizada nos ideais que persigo,
Seguro aqui, caio ali,e me aprumo,
Contemplando um planeta de paz,
e então meu castelo se ergue gentil,
feito de ternura, em alicerces de grandeza
E posso sentir nele o reflexo de sua alma.

 

POESIA NA FEIRA DE RUA DO LIVRO

O livro “Nação Poesia”, de Luiz C. Amorim, lançado no final de 2003, pelas Edições A ILHA, será relançado na Feira do Livro de Rua de Florianópolis, que acontece em maio próximo na capital catarinense.
O livro, com 85 poemas e 96 páginas, estará na Feira do Livro já em sua segunda edição.
O Grupo Literário A ILHA estará lançando, também, na Feira do Livro de Rua, a presente edição desta revista e o volume de crônicas “Livro: A Perenidade da Palavra”, coletânea de textos publicados em jornais e portais de informação e opinião, como o Coojornal.

 

POESIA NA RUA


O projeto Poesia no Shopping, criado pelo Grupo Literário A ILHA, vai estar no shoppings de Joinville com Varal da Poesia especial em homenagem ao aniversário daquela cidade e nos shoppings da grande Florianópolis com poemas homenageando a capital, também pelo seu aniversário. Em maio, o projeto volta com uma edição especial com poemas para as mães, pela passagem do seu Dia.
O Projeto Poesia na Rua - poesia em out-door, também estará exibindo poema para as mães, em maio, pelas maiores cidades do estado.


EXPEDIENTE
Suplemento Literário A ILHA - Edição número 88 - Março/2004
Edições A ILHA - Grupo Literário A ILHA
End. para Correspondência:
R. Prof. Mª do Carmo Souza, 12 - Campinas - São José SC 88101-360
E-mail: lcamorim@viawave.com.br
Http://geocities.yahoo.com.br/prosapoesiaecia


 

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